A Praia da Boa Viagem
Era área de pescadores e depois de veraneio para os recifenses, até a chegada dos edifícios nas décadas de 1940 e 1950. Tais edifícios beira-mar criam sombras sobre a praia, o que levanta críticas. No entanto, desde a requalificação, a orla da praia dispõe de parque, jardim e espaços de prática desportiva. [1]
Ataques de tubarão
Placas de sinalização sobre o risco de ataque de tubarão na Praia de Boa Viagem.
Segundo especialistas, os ataques de tubarão no litoral recifense são resultado do impacto ambiental provocado pela construção do Porto de Suape, que exigiu o aterramento de dois estuários onde os tubarões-touro davam à luz.[3] Outros fatos contribuem para o aparecimento de tubarões na área da Praia de Boa Viagem: as correntes marinhas direcionam os animais para esse trecho de 20 quilômetros; e nesse ponto os animais encontram dois canais de águas profundas, e quando o tubarão se desvia da rota migratória comum e entra nesses canais, há grande risco de contato com pessoas. Como o ser humano não faz parte do cardápio alimentar dos tubarões, a maior parte dos ataques acontece por engano: quando a água está turva, o tubarão que está à caça por alimento não consegue perceber a diferença entre uma pessoa e um peixe grande.[4]
O banho é seguro nas muitas piscinas naturais que se formam ao longo da Praia de Boa Viagem durante a maré baixa, porém não é recomendado ultrapassar os recifes.
Foram contabilizados 59 ataques de tubarão desde o ano de 1992, com 24 mortes, no trecho contínuo entre as praias do Carmo e do Paiva, no qual está inserida Boa Viagem. A última vítima fatal foi a estudante paulista Bruna Gobbi, mordida por um tubarão em julho de 2013 na Praia de Boa Viagem ao ser arrastada pela correnteza e sofrer princípio de afogamento: apesar de a praia possuir 88 placas de advertência, alguns banhistas insistem em entrar no mar mesmo sob condições que favorecem os ataques, como maré alta, lua cheia e a água turva devido às chuvas no mês de julho.[9][10][11][12]
Recife torna o Brasil o quarto país do mundo em número de vítimas fatais por ataques de tubarão, atrás somente da Austrália, dos Estados Unidos e da África do Sul.[13]


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